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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Não ser

Desculpe o não clichê
O não ser quem você sonhou, e ao mesmo tempo ser tudo que você quis. Você sabe que gosta muito mais daquilo que não pode levar pra casa, essa coisa de dificuldade, de domar a fera. É bem típico de todos os caras que conheci nessa cidade de 5 meses pra cá. O querer ter alguém que não se pode, é como desafiar ao próprio amor e quando se vence sente-se uma adrenalina incrível que é quase a mesma da perda em que se chora no escuro por semanas até que estanque. Mas você já deve ter percebido que sou muito mais Bukowski a Eça de Queirós quando se refere a males da alma e suas curas.  Então vamos facilitar a vida de nós dois e parar com todas essas besteiras piegas que inventam por ai de amor e suas dores. Não nos amamos e nunca iremos, porque não sou a porra do seu clichê. Não sou a que você pega na rua e leva pra casa só para participar da sua rotina maçante de trabalho-casa-vinho-sexo. Ou talvez até seja, porque você sabe, de tanto fugir do roteiro as vezes caio em um alternativo. O que não é de todo ruim, pois quando coloco Del Rey pra tocar você não reclama e nem hesita em nenhum momento com as minhas mãos no seu pescoço, percorrendo nuca abaixo e de volta aos cabelos. Então vou me deixar cair no drama uma vez por vida, e vê se aproveita, logo serei cética de volta e volto a pregar que a rotina da vida é bem mais interessante que a rotina inventada por amores inexistentes. E é.   

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